“Uber” chegou ao abastecimento de combustível

Um novo serviço nos Estados Unidos permite abastecer o carro não importa o local onde nos encontremos. Através de uma aplicação no smartphone solicita-se o abastecimento, que é pago através de cartão de crédito. Tal como a Uber, a nova aplicação está a gerar polémica.

Imagine que está atrasado para o emprego ou para uma reunião e não teve tempo de abastecer o carro. Agora, em diversas cidades dos Estados Unidos, não há motivo para stresse ou alarme. Descarrega-se uma aplicação no smartphone e, tal como quando solicitamos um táxi, pedimos um abastecimento de combustível.

O serviço tem de ser pedido com uma hora de antecedência ou programado, indica-se o local onde o carro está estacionado (a tampa que dá acesso ao bocal do depósito deve ser deixada aberta), e no horário previsto, um veículo com uma pequena cisterna dirige-se ao local indicado e efetuado o abastecimento. É cobrada uma taxa de cinco dólares pelo serviço (cerca de 4,40 euros), garantindo às empresas um preço mais baixo pelo combustível.

A aplicação já existe em São Francisco, Los Angeles, Palo Alto, Nashville, Tennessee e Atlanta através de empresas como a Filld, WeFuel, Yoshi, Purple e Booster Fuels, que não querem perder a oportunidade num mercado que movimenta mais de 500 mil milhões de dólares (cerca de 440 mil milhões de euros por ano).

O negócio anuncia-se prometedor e a Purple, por exemplo, já tem uma frota de mais de 80 veículos, enquanto a WeFuel quer que os seus clientes tenham menos uma preocupação, desenvolvendo uma tecnologia que lhe permite saber quando o depósito do carro dos seus clientes está a entrar na reserva.

A Booster Fuels tem previsto investir 10 milhões de de dólares e tem camiões com capacidade para 3 785 litros de combustível cada um. Os veículos têm dois extintores de incêndio, produtos para absorver algum derrame de combustível, sinalizadores e uma impressora para a emissão de faturas.

Mas já se começam a levantar algumas vozes contra o novo serviço, preocupados, essencialmente com questões de segurança no transporte dos combustíveis e a formação dos funcionários.

Daniel Curry, dos Bombeiros de Los Angeles, referiu que, nas atuais condições, o serviço deveria ser proibido.

“Estamos a equacionar de que forma o serviço poderá ser permitido com algumas restrições… É uma daquelas coisas que ainda ninguém pensou, tal como aconteceu com a Uber. O que posso dizer é que segundo a nossa legislação não é permitido”, referiu ao Washington Post.

Fonte: JN

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